‘Olimpíada do Conhecimento é um grande desafio para estudantes da educação profissional’

Opinião é do presidente da FIESC, Glauco José Côrte, que nesta sexta participou de debate sobre o futuro da educação; Brasil perdeu 12 posições no ranking de produtores e exportadores de produtos de alta complexidade
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  • Côrte visitou os estandes das equipes catarinenses. Foto: Ivonei Fazzioni

Brasília, 11.11.2016 – A Olimpíada do Conhecimento 2016, evento promovido em Brasília pelo SENAI, é uma demonstração do valor da importância da educação profissional para o desenvolvimento do País. A opinião é do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, que percorreu os ambientes de disputa na quinta e na sexta-feira (10 e 11 de novembro). “A Olimpíada é um grande desafio para os estudantes de escolas de educação profissional do SENAI e neste evento podemos constatar o valor dessa educação que dá aos jovens as ferramentas e os mecanismos necessários para ingressar com qualidade no mundo do trabalho”, destacou.

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O evento, que prossegue até domingo, reúne 1,2 mil estudantes de todo o País, entre os quais mais de 40 do SENAI e do SESI catarinenses, entidades da FIESC. Há um conjunto de atividades que se caracterizam por desafiar os participantes a buscar soluções para problemas, simulando situações reais do mundo do trabalho.

Na manhã desta sexta-feira, Côrte participou do painel Diálogos: os caminhos para a educação do futuro. “O evento se destinou a discutir a educação e emprego do futuro, temas que discutimos muito também na FIESC, por meio do Movimento Santa Catarina pela Educação”, destacou o presidente da FIESC.

O Brasil perdeu, entre 2004 e 2014, 12 posições no ranking internacional que mede a capacidade de produzir e exportar itens diferentes e de maior complexidade, informou, no debate, o especialista em educação profissional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento e da Educação Profissional  (Cinterfor) Fernando Vargas. A pesquisa é do Centro de Harvard para o Desenvolvimento Internacional.

Vargas destacou que a educação profissional é base para a empregabilidade e, ao lado da educação básica, se constitui em um fundamento para a produtividade. “O Brasil vem reduzindo sua produtividade; mesmo mantendo em nível estável a quantidade de pessoas ocupadas, há uma redução do volume de produção”, afirmou. Na sua avaliação, para melhorar a produtividade, é necessário reconhecer a importância e fortalecer o sistema de educação profissional. “É preciso que a educação profissional se pareça mais com oficinas do que com aulas”, disse. E conclui: “O Brasil não tem sido eficiente em promover uma transformação estrutural de sua economia”.

Na análise de Côrte, é preciso “refletir sobre a necessidade de melhorar a qualidade do ensino no país, preparar melhor os jovens e trabalhadores para um novo mundo do trabalho que está surgindo e que vai exigir novas habilidades tanto técnicas quanto sócioemocionais e, além disso, uma qualificação permanente dos trabalhadores que já se encontram empregados”.

 

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