Vencedor de competição sobre moda inclusiva realiza estágio em Brusque

Estudante ganhou oportunidade em empresa de tecidos após desenvolver vestidos para anãs
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  • Emmanuel: "acabei percebendo que um tecido não é apenas um tecido, é algo complexo em termos de matérias-primas e maquinários envolvidos"
  • Emmanuel: "acabei percebendo que um tecido não é apenas um tecido, é algo complexo em termos de matérias-primas e maquinários envolvidos"
  • Emmanuel: "acabei percebendo que um tecido não é apenas um tecido, é algo complexo em termos de matérias-primas e maquinários envolvidos"

Criiciúma, 11.3.2016 - O aluno do curso de Moda do Senai/Unesc de Criciúma, Emmanuel Goulart Pereira, realizou um estágio gratuito de uma semana na Renaux View, empresa com sede em Brusque que utiliza inovação e design na produção de tecidos e fios. O estudante ganhou este estágio após vencer o 3° Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva no ano passado.

Para Pereira, a vivência na prática dentro da empresa dá uma amplitude sobre todos os processos praticados, desde a chegada do algodão até a finalização do tecido. "Estou me surpreendendo bastante. Na segunda e terça-feira passei por todos os setores da fábrica acompanhando os processos de criação. Já na quarta, quinta e sexta-feira estou no setor criativo. Desenvolvi um tecido hoje, por exemplo, e vou poder acompanhá-lo no processo de produção na fábrica. Acabei percebendo que um tecido não é apenas um tecido, é algo complexo em termos de matérias-primas e maquinários envolvidos", frisa.
Por ter sido o primeiro colocado no 3° Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, Emmanuel pode produzir 100 metros de tecido. “Esta é uma oportunidade que poucos estilistas têm, pois vivencia e aprende junto com os funcionários todo processo de confecção do tecido”, destaca o coordenador do Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, Claudio Rio.

Esta foi a segunda vez que Emanuel participou do evento de inclusão social. Iniciativas deste segmento propõe que estudantes criem propostas de roupas destinadas a pessoas com diferentes deficiências. São tamanhos especiais, modelagens diferenciadas, alternativas que facilitem a vida daqueles que possuem dificuldades seja com mobilidade ou locomoção, por exemplo.

Em 2014, quando Pereira também participou da competição com a produção de jeans para pessoas com nanismo, o estudante ficou na segunda colocação. Também trabalhando com nanismo, no ano passado foram desenvolvidos vestidos de noivas com tecidos requintados com adaptação a qualquer corpo. De acordo com dados do IBGE, o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

O prêmio – O Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva recebe participantes dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os alunos criam propostas de roupas para serem usadas pelas pessoas com alguma deficiência ou problema de mobilidade. São selecionados os 20 melhores que enviam três croquis e têm um período de três meses para produzir as peças. Depois disso há um desfile para apresentar a coleção. No ano passado o vencedor foi o Emmanuel que representa o Senai de Criciúma com uma coleção voltada para as noivas anãs.

Douglas Saviatto/Novo Texto Comunicação