Alunos do SENAI em Joinville criam amaciante com repelente e sachê purificador de água

Projetos que tornam tecido repelente e que permitem tratamento de água em pequena quantidade foram selecionados para a Febrace, a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia, a ser realizada semana que vem na USP, em São Paulo
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  • Pesquisas foram realizadas como atividades do curso técnico em química.
  • Equipes que desenvolveram os projetos no SENAI de Joinville
  • Pesquisas foram realizadas como atividades do curso técnico em química.
  • Pesquisas foram realizadas como atividades do curso técnico em química.

Florianópolis, 17.3.2017 – A inserção de repelente de mosquitos em artigos têxteis de forma contínua e um sachê de purificação de água são os dois projetos que estudantes do SENAI em Joinville apresentarão na 15ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que será realizada na próxima semana em São Paulo. Os projetos foram desenvolvidos como atividades do curso técnico em química. Promovida anualmente pela Poli-USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a Febrace é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia em abrangência, qualidade científica e tecnológica e visibilidade. Em 2017, o evento ocorre no período de 21 a 23 de março.

No caso do repelente de mosquito, os alunos Filipe Fernandes, Luana Engelmann e Maria Eduarda Muraro isolaram o princípio ativo IR 3535 e o adicionaram em um amaciante. Depois de lavarem as peças com o composto, eles realizaram testes e um área cercada com tela, na qual foram colocados mosquitos. Os insetos tentaram se afastar das peças lavadas com o amaciante alterado, ignorando as demais peças.

Já o sachê de purificação de água consiste em um composto em pó que corrige PH (Potencial Hidrogeniônico, que determina a acidez ou alcalinidade das substâncias), combate microrganismos e promove a coagulação e floculação da sujeira. Cada envelope pode ser utilizado para um litro de água, podendo ser levado para lugares onde não haja água potável. Após o tratamento, a água pode ser filtrada em um pano ou coador de café, para retirada das partículas maiores e ingerida. O trabalho foi desenvolvido por Ana Paula Agostini, Djenifer Karolayne Izo Silvério e Gabrielle Caroline Regueira.

Os seis estudantes que desenvolveram os dois projetos concluíram em 2016 o ensino médio e o curso técnico em química, ambos realizados no SENAI, e já passaram em vestibulares para cursos de engenharia química, farmácia e engenharia elétrica. Segundo o professor Fabricio Borges, que orientou as duas equipes, os projetos continuarão sendo desenvolvidos pelas próximas turmas.

A Febrace tem o objetivo de estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Na edição 2016, serão apresentados 346 projetos desenvolvidos por 763 estudantes do ensino médio e técnico de todos os estados brasileiros. Eles foram selecionados entre mais de 2,1 mil projetos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 126 feiras afiliadas. Os estudantes melhor avaliados ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300 prêmios. Também concorrerão a 70 bolsas de Iniciação Científica Junior do CNPq e a uma das vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Los Angeles (EUA).

 

Assessoria de Imprensa

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Com informações da Acadêmica Agência de Comunicação/febrace.org.br